Sobre mim
Psicanalista
Sou psicóloga e psicanalista brasileira, atualmente vivendo na França, com mais de 15 anos de experiência no atendimento clínico de adultos. Minha formação começou na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, onde me graduei em Psicologia em 2003. Posteriormente, aprofundei meus estudos em Psicanálise e Linguagem, em uma especialização pela PUC-SP, e concluí um mestrado em Psicanálise pela Universidade Paul-Valéry Montpellier 3, na França.
Ao longo da minha formação, tive contato com diferentes perspectivas da psicanálise e aprofundei meus estudos em instituições como o Instituto Sedes Sapientiae, o Fórum do Campo Lacaniano, o Instituto Langage e a Société de Psychanalyse Freudienne (SPF), na França.
Também escrevo. A escrita sempre esteve presente na minha trajetória, como forma de elaborar experiências, questões e aquilo que, muitas vezes, ainda não encontra saída.
Atualmente, realizo meu trabalho exclusivamente online, oferecendo um espaço de escuta individual, cuidadoso e atento à singularidade de cada pessoa.
O que você pode esperar de uma análise
Um espaço de escuta, não de respostas prontas.
A psicanálise não oferece fórmulas ou soluções prontas. Ela propõe um espaço em que você possa falar livremente sobre aquilo que o atravessa, inclusive sobre o que ainda não consegue compreender ou nomear.
A sua experiência é singular.
Não parto de modelos pré-estabelecidos para compreender quem você é ou o que está vivendo. Cada pessoa tem uma história, uma maneira própria de se relacionar, desejar, sofrer e construir seus caminhos.
Você não precisa conhecer a linguagem da psicanálise.
Não é necessário conhecer Freud, Lacan ou qualquer outro autor para começar uma análise. O trabalho parte da sua própria fala e daquilo que emerge no encontro analítico.
Confidencialidade e sigilo fazem parte do trabalho clínico.
O que é dito em análise pertence a esse espaço de escuta e é tratado com o devido sigilo profissional.
A psicanálise não é uma prática religiosa.
Minha formação e meu trabalho clínico são orientados pela psicanálise. Questões relacionadas à espiritualidade ou à religião podem fazer parte da fala de uma pessoa, como qualquer outra dimensão de sua experiência, mas não constituem uma orientação ou prática religiosa do tratamento.
E a análise não precisa terminar quando você encontra uma resposta.
Às vezes, compreender algo é apenas o começo. O trabalho analítico pode abrir espaço para que você encontre outras maneiras de se relacionar consigo mesmo, com os outros e com aquilo que deseja.
O que é a Psicanálise então?
Sabe-se que todo psicólogo, psicanalista tem de passar pelo processo terapêutico como parte de sua formação. Encontrei o meu primeiro analista nos idos de 2004 e falo aqui como alguém que passou pela experiência da análise algumas vezes.
A Psicanálise oferece, em primeiro lugar, um espaço reservado de livre expressão de pensamentos, reflexões (embora o ideal seja não refletir muito ao falar a um analista!), de fala mesmo.
Diria que é o lugar, ainda que virtual, onde podemos falar livremente (descobriremos mais tarde que essa liberdade não é tão ampla assim). Mas tratamos em análise do nosso sofrimento, daquilo que nos é mais íntimo, do provoca dores em si e também nos outros, daquilo do que nos envergonhamos e que nos ultrapassa às vezes (mais conhecido no meio analítico como o nosso sintoma, que se repete sem avisar).
Com a psicanálise descobrimos que isso que nos ultrapassa também faz parte da gente e deve ser acolhido com a mesma disposição e cuidado com o qual acolhemos o que conhecemos em nós. Nem sempre é fácil seguir esse processo que não é em si uma garantia de bem estar o tempo todo. Por vezes é angustiante reconhecer em nós algo que preferíamos manter em segredo para nós e de nós mesmos. O fato de acolher e ouvir a si mesmo através de um outro nos alivia e também gera mudanças.
Descobrimos que, embora queiramos um guia, mestre, guru, o Outro não tem as chaves para conduzir a nossa vida. É um exercício de encontrar-se em meio às próprias contradições, aos próprios medos e decidir fazer algo com a pedra (colocada, muitas vezes por nós mesmos) no meio do caminho.
Nesse sentido a resposta sempre vem daquilo que é dito, por nós mesmos que nos colocamos na posição de analisantes (por isso o adjetivo vem de forma ativa). Ainda assim é preciso estar com um outro, que seja capaz de nos escutar e que nos faça nos escutar também.
Felizmente eu encontrei ao longo do meu percurso ótimos analistas e continuo ainda hoje a minha análise.
A Psicanálise também faz parte do que podemos chamar um cuidado de si. Um tanto daquilo que se sabe num processo analítico nos serve para reconhecer as dificuldades, as fantasias, os desejos que nem sempre são fáceis de assumir e lidar. E seguir ou não adiante com eles. Digo, aqui, caro leitor, que nem sempre é fácil abrir mão do sofrimento. Mas ao final se o reconhecemos já estamos a meio caminho de fazer outra coisa com ele.


Por que escrever?
Eu comecei a escrever muito cedo, acho que na adolescência. Precisava de um espaço onde armazenar os segredos e conflitos que me acompanhavam naquela época. Esses diários estão hoje guardados e são respeitados como a minha intimidade. Mais tarde na idade adulta já comecei a escrever cartas e pequenos poemas, inspirada que ficava pelos amores no caminho.
Também adorava escrever cartas a alguns poucos amigos, email pra mim também é considerado carta, virtual mas é =p.
Também escrevi cartas, e vez ou outra ainda escrevo ao meu querido Contardo Calligaris, que foi meu analista durante alguns anos e a quem continuei a escrever depois de sua perda, acho que tentando elaborar um pouco a falta dele. Embora tenha encontrado outro psi ainda escrevo para ele quando preciso.
Escrevo também quase que diariamente algumas reflexões, coisas que me fizeram pensar durante o dia, sobre trechos de livros que li, sobre filmes que vi, enfim... um pouco de cada coisa, mas principalmente do que me toca e me suscita alguma coisa que me parece importante.
Poesia tem sido mais raro, mas acontece.
Então tá aí...
Minha opinião sobre escrever enquanto analista? Acho terapêutico, apesar de ser outra coisa que não terapia.
Então você aí, que tá em análise ou não, que se angústia ou que tem vontade de dizer algo que acha que não deve ou não consegue, escrever pode ser um caminho, afinal, como diz Lacan, uma carta sempre chega a seu destino. E o destino é quase sempre a gente mesmo. Escrever faz bem e não custa nada. Minha aposta está neste site, na forma de poesia e reflexões também.


PS.: Você deve estar se perguntando porque encontra aqui textos em francês, então para que você saiba, eu tenho desde os vinte e tantos anos uma paixão inexplicável, ou talvez explicável, pela França. Lacan, psicanalista francês é um dos teóricos e clínicos da psicanálise que me influenciou ao longo dos anos. Com isso vieram também a literatura, o cinema, a arte, a poesia e os ideais de liberdade, fraternidade e igualdade (que são apenas ideais porque, afinal, somos todos humanos).
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